28.5.26

Nice and easy

Filmes franceses são os melhores. Imagine um filme sobre um rapaz que (no melhor estilo brasileiro de se dizer) não quer nada com a vida. Parece a ideia mais sem graça de todas, mas o filme é excelente! Os personagens são cheios de camadas, os diálogos são inteligentes e engraçados, os cenários em Paris são lindos e a história é moderna sem ser datada. Americanos não conseguiriam. Em alguns momentos me os diálogos e a narração me lembram Amélie Poulain! E no momento em que o protagonista finalmente tem uma transformação de vida, toca aquela música do The Shins. aaaaaaaaa sensacional!!

Sorte seria eu ter esse DVD na minha estante.

p.s.: assisti esse filme dias depois de fazer um parto induzido e me aparece um diálogo no meio do filme:

"Why did you smile when Delphine said the birth was induced? 

That expression makes me laugh. I imagine the woman lying on the table, legs spread, exhausted... The gynecologist comes in, squats between her thighs and starts inducing... "Come on, kiddo, I have some candy... Hey, show me you're a man. Be a good boy now, your poor mom's getting tired."


27.5.26

The Secret Garden

Essa não é a resenha desse livro. É um breve comentário sobre o fato de que existem pessoas (eu) que não são boas de imaginação. O filme do Jardim Secreto sempre foi um dos meus favoritos, por isso comprei o livro. Mas minha péssima imaginação me impediu de aproveitar a leitura. Na minha opinião, o filme é muito melhor do que o livro. Talvez por ser uma história infantil, as descrições e os diálogos não têm metade da magia e mistério que o filme tem.

Um único detalhe que no livro é mais interessante, é a presença da mãe da empregada que cuida da Mary. Mesmo aparecendo muito pouco, fiquei muito inspirada com o jeito amável, cuidadoso e forte dessa mulher que se preocupa com o bem-estar de uma criança que nem é sua, mesmo tendo doze filhos.

Enfim. Essa fofura de livro vai ficar na minha estante, mas acabei abandonando. Ele me fez perceber que se o livro não é pesado em sentimentos ou se é cheio de descrições de cenários, eu não vou gostar de ler. 

13.5.26

The Only Living Boy in NY

Esse filme conta a história do Thomas, um rapaz novaiorquino de vinte e poucos anos que primeiro descobre que sua namorada não gosta dele tanto assim, vai se mudar, e deixá-lo sem rumo. Depois, ele descobre que o pai dele está tendo um caso com uma mulher belíssima; pensando em como sua mãe ficaria devastada, ele tenta separar os dois, mas acaba ficando com a amante do pai. Por fim, ele descobre que na verdade o marido da mãe não é seu pai biológico; seu pai, na verdade, é um escritor mais velho e cheio de sabedorias que ele conheceu por acaso. 

Até a parte que ele descobre a verdade sobre seu pai, eu achei o filme legalzinho. Esse é o mesmo diretor de 500 dias com ela e o filme é cheio de músicas legais e cenas lindas em Nova York. É legal de assistir. Mas depois que ele descobre que seu novo amigo - que mais parecia um rico fracassado e sem rumo - é seu pai, a história ficou lindíssima. Eu amo dramas familiares.

O pai adotivo fica em frangalhos, com raiva e … sei lá, chocado… quando descobre que o filho dormiu com sua amante, a mulher que ele amava. Naquele momento, parecia que ele ia bater no filho ou fazer uma loucura, mas ele segura ele pelo rosto, engole sua raiva e parece deixar o amor que ele sente pelo filho lhe conter. É uma cena caótica, mas é super bonita. No fim, o filho reconhece e demonstra seu amor pelo seu pai adotivo se tratando a ele como o “pai que não foi embora”. QUE. LINDO!

O pai biológico se revela, conta toda história (maluca) de como fez uma “doação” de esperma de um jeito meio inusitado e esquisito - bem no estilo novaiorquino. E conta como passou a vida inteira observando o filho de longe, vendo-o crescer. O filho sorri, identifica algumas características suas que certamente vieram do pai (um escritor talentoso), e o abraça; daí o pai cai em lágrimas. E eu quase chorei também, imaginando que naquelas lágrimas havia saudade e ressentimento por nunca ter podido ver o filho crescer de perto, por nunca ter cuidado dele, por nunca ter estado perto em momentos difíceis e felizes… Por ter perdido aqueles anos preciosos da vida do filho. QUE. LINDO!

A mãe, interpretada pela Cynthia Nixon, aparece pouco, mas tem muitas camadas. Ela teve uma infância difícil e tenta o máximo possível proteger a família estruturada que tem, mesmo que isso signifique viver com esse segredo e longe do homem que ela ama de verdade. Também achei interessante que o filho não apenas respeita a mãe, como a protege e admira. Isso é raro de se ver em filmes norte-americanos, em que os pais são vistos como palhaços bobos, isso quando aparecem.

A trilha sonora é bem legal, acho que é um dos fortes desse diretor. Tem bastante jazz, bem no estilo de Nova York - o que me deixou intrigada… Esse filme poderia muito bem ter sido feito pelo Woody Allen.

  • La Paloma Azul · Dave Brubeck
  • Blues Run the Game · Simon & Garfunkel
  • Peace Piece · Bill Evans Trio
  • Maiden Voyage · Herbie Hancock
  • Oysters · Benji Hughes
  • The Only Living Boy in New York · Simon & Garfunkel

Assisti no Prime com a tia Rute (mas ela não assistiu de verdade porque tava em inglês). Encontrei primeiro nas recomendações do Prime, mas só decidi assistir quando vi quem era o diretor. Não é um super favorito, mas eu gostaria de ter na minha estante de dramas familiares. 

Treasure hunting

Enquanto minha bebê não nasce, ganhei de "presente" umas horinhas no brechó pra olhar tudo com calma. Tinha dois livros que eu sempre vejo lá e queria ter levado, mas acabei não encontrando (The girl with a dragon tatoo e The Master of the Game do Sidney Sheldon). Por outro lado, encontrei alguns livros infantis muito fofos e até um em português!


I love you through and through, ilustrado pela Caroline Jayne Church deve ser um clássico que tem em todas as livrarias e até na farmácia (que vende alguns livrinhos pra presentear).

The Zoo (1974), de Pam Adams. Acabei de conhecer essa ilustradora britânica e - help - que livrinhos lindos!


Como não comprar um livro com vários sapatos lindinhos dos anos 90?

Apesar da história estar em inglês, achei legal levar esse livro sobre a páscoa por causa das ilustrações e por causa da pequena Miriam de cabelos cacheados!


Achei um livro em português! E com janelinhas!

Esse é um daqueles álbuns de bebê que você vai preenchendo com a história do bebê - que eu achava a maior bobagem, mas que hoje eu acho fofo.

Também encontrei alguns DVDs muito legais de filmes que a gente tem na nossa lista de favoritos. Só por isso já valeu a pena. 

Pra terminar, comprei esse aparato curioso de tirar melequinha do nariz (que como imaginei, irritou a Mimi mais do que ajudou). E, uma capa de trocador com um design antigo de gatinho que não vende mais na Ikea. 

la maison

De dia das mães eu ganhei um super relógio high-tech que me ajuda o dia todo, mas no domingo eu aproveitei pra passar na livraria e comprar mais um presentinho: um livro de decoração francês que vi no Blog do Math. Acho que foi a primeira vez que paguei o preço cheio em um livro de decoração. É um livro lindíssimo com ideias pra casas que têm crianças e muitas coleções.



Tem uma citação do Murakami!
"What we call the present is given shape by an accumulation of the past"

"Our homes should make us feel good, reassured and soothed, providing a break from our frentic lives"

A autora e decoradora do livro, Zoé de las Cases, é uma designer que ficou famosa por fazer aqueles famosos livros de colorir pra adultos. Eu poderia passar horas navegando pelos arquivos do site dela!

12.5.26

O Diabo Veste Prada 2

Assisti no cinema com as meninas do pequeno grupo e se não fosse pelo rolê com as amigas, não teria desperdiçado meu dinheiro. Será que tenho paciência pra escrever tudo o que não gostei nesse filme? Vou ser breve… Não existe nenhum drama com o qual a gente consiga se conectar, nenhuma história humana possível que nos faça refletir sobre algo. Só uma série de statements sobre a situação atual do mercado editorial, política e empresarial nos US. Chato. A Miranda não é uma mulher poderosa e inteligente, ela é até meio boba, sem profundidade e tolhida pelo politicamente correto. Chato. A Andy não parece ter aprendido nada com a Miranda; talvez esteja um pouco mais confiante, mas ela é mais uma personagem rasa. Só que agora ela compra roupas na Winners. Ah… E o par romântico dela saiu de Patrick Jane pra um cara velho e horroroso, fraco, fraquíssimo. O filme praticamente não tem trilha sonora, diferente do primeiro que tinha músicas sensacionais. Acho que eles gastaram todo o budget pra tocar Vogue e incluir a Lady Gaga. Chato de novo. 
 Pra não dizer que não gostei de nada… É legal uma cena em que a Andy escreve seu primeiro artigo e a Miranda pergunta se ela realmente acha que alguém vai ler tudo aquilo enquanto faz xixi no banheiro. Infelizmente, esse é o tempo que vivemos. 
Esse é o problema da Meryl Streep. A gente gosta de ver ela atuando, mesmo que ela faça vários filmes sem graça.

11.5.26

500 Dias com Ela

Reassisti esse filme no Tubi, porque vi que tava disponível e eu queria ver algo leve. Também queria dar minha própria opinião, agora que tenho 30.

Eu gosto desse filme. Gosto da trilha sonora, do figurino da Summer, dos diferentes estilos de filmagem, da narração, das cenas alegres, do sentimento de que tá tudo certo no resto do mundo inteiro. É esse tipo de filme, que te faz relaxar e não pensar em todos os problemas que existem no universo. Eu gosto, essa era a atmosfera da minha adolescência, quando esse filme foi lançado.

Agora sobre o romance. Primeiro eu achei interessante ver uma mulher tratar um rapaz do mesmo jeito desinteressado que os homens costumam tratar as mulheres. Sim, eu gosto muito de você e quero aproveitar ao máximo nosso tempo juntos, mas eu não gosto de você de verdade a ponto de querer algum compromisso. Humilhante. É uma pena que o protagonista não tenha um momento de redenção de verdade, porque até o finalzinho tá na cara que ele voltaria pra Summer se ela quisesse curtir a vida com ele de novo.

É uma pena que o filme foca tanto no rapaz e na loucura dele, e fala tão pouco da Summer que, confesso, é apaixonante.