Uma resposta que eu amaria ter sido capaz de dar a clássica pergunta, "como não enlouquecer com as crianças?". A sacada dessa mamãe de treze (!) filhos me surpreende. O bom de saber que a gente já é doida é não perder tempo culpando os outros pelas maluquices que a gente faz.
"Uma pessoa louca não enlouquece, ela já é louca. Eu sou uma pessoa comum, mas eu sou doida. Eu nunca me achei normal, equilibrada... Essa pessoa padrão, de manual? Eu não sou.
Já sendo louca eu não coloquei na conta das crianças os meus problemas. Eu nunca achei que meu problema era as crianças. Era sempre eu. Sim, sempre tinha uma criança no meio, uma gestação, um parto, um puerpério. Certo, é o percurso da vida. Mas naquela experiência tinha uma pessoa que já era problemática. Esse é o segredo, se conhecer e não guardar rancor das crianças. Não se deixe enganar achando que um dia foi muito difícil por causa das crianças.
Em qualquer realidade que eu estivesse eu iria dar problema ou ser o problema. Se eu fosse solteira, sem crianças, eu seria uma solteira problemática. Mesmo se eu fosse freira, seria problemática num convento.
Também não estou dizendo que sou madura e evoluída por entender isso. Deus me iluminou nessa realidade.
A maior lucidez que tive na vida foi, durante as situações atribuladas que vivi, olhei e enxerguei com a graça de Deus como ele me amou e me salvou naquela situação."
