A flower was born
6.8.26
Lembretes fofos
Blogs e diários
Ontem eu fiz 31! Foi um dia comum, mas foi especial o sentimento de comemoração, a alegria de estar completando mais um ano e entrando nos 30-e-poucos. Se eu fosse um chip da Oi eu estaria expirando hoje.
Lembrei que fazem 16 anos desde que criei o blog e fiquei pensando no que aprendi sobre isso nesses anos. A principal aprendizagem foi: não apague seus posts. Tudo o que eu achava ridículo há alguns anos, hoje eu vejo com a admiração de quem mudou. Os gostos do passado que eu compartilhava no blog são o reflexo da época que eu estava vivendo e que hoje sinto saudade.
O blog é um diário prático, útil e acima de tudo divertido. A segunda aprendizagem é: escreva o que der vontade, ponha os pensamentos e as ideias pra fora. Não se importe com o público, com a qualidade dos textos, com o limite de palavras, com a formatação... Se divirta digitando, montando postagens, dividindo os parágrafos e as seções, escolhendo imagens. Por mais que algumas pessoas tenham criado blogs na expectativa de ganhar dinheiro ou notoriedade, a gente pode usar essa plataforma pra se divertir fingindo que somos editores de uma revista que só aborda o que a gente gosta, do jeito que a gente gosta. E se alguém não gostar? Essa pessoa pode fechar a página.
Antes de dormir, entrei no blog de uma senhora da minha igreja que escreve bastante sobre família. Inclusive ela já escreveu para várias revistas, sites, fez estudos em grupo, deu palestras... Mas é no blog onde ela mais gostava de escrever. Porque se divertia. Eu amei isso!!!!!!! Aqui vai um trecho dela falando sobre isso:
"Meu blog não deve ser meu diário. Diário eu também tenho. Nele posso desenvolver pensamentos enquanto escrevo e medito, e ninguém vai questionar meu raciocínio. Nele posso começar com uma atitude e terminar com outra, enquanto reflito com a Palavra de lado. Posso criticar ou questionar pessoas e situações, com detalhes e nomes. Não quero fazer isto aqui."
"Sei que ser resumido pode ser uma virtude mas como me alegro em não ter que ficar verificando se já ultrapassei “9000 caracteres sem espaço” para depois passar horas a fim tirando ou reformulando pensamentos e palavras para agradar editores exigentes nesta área. Agora poderei inserir longos parênteses, divagar, ruminar, recapitular, brincar…"
Diários são preciosos pra gente por pra fora nossos pensamentos mais malucos e entendê-los. Blogs são pra gente se divertir falando do que a gente gosta. Agora com 31 saquei isso. Espero que tenha pelo menos mais 31 me divertindo assim!
29.7.26
Slow and steady
Eu que sou quase uma millenial, sofro do mal de ter saudade de como as coisas eram antes dos smartphones. Mas como também sou quase uma Gen Z, não lembro exatamente como vivíamos. Conversando com o Gemini (a que ponto chegamos) fiz uma lista do que posso fazer pra não esquecer como é a vida de verdade, desconectada.
1 - Os espaços físicos definem a função. Por exemplo, o sofá é pra relaxar. A mesa do escritório é para o trabalho, e não o sofá. Ter o celular sempre à mão faz a gente trabalhar e descansar em qualquer lugar, mais especificamente nas horas inadequadas.
2 - No quarto não entra celular. Usar um despertador analógico pode ajudar.
3 - Deixe o celular numa estação de carregamento, ao invés de andar com ele a todo minuto.
4 - Deixe sua mente se perder durante tarefas comuns: dobrar roupas, aguar as plantas, cozinhar, fazer o café, ficar numa fila, sentar na calçada.
5 - Ao acordar, olhar pro céu antes de olhar o celular.
6 - Use o papel para planejar e refletir. Uma lista digital é infinita, enquanto o papel tem um início e fim bem claro.
7 - Faça coisas que gosta sem telas: ler livros, ouvir música, montar puzzles, fazer algo manual.
8 - Crie "fechamentos" no dia. Que seu celular seja apenas um telefone fora do horário comercial. Crie rotinas que representem que o dia encerrou. Limpe a cozinha, diminua as luzes, acenda a luz de um abajur e separe os itens do dia seguinte.
9 - Troque de "feed" para "pesquisa". Ao invés de abrir o celular sem saber o que vai fazer, já tenha em mente qual vídeo que assitir, qual site acessar, qual perfil ver. Ao longo do dia, se ver um vídeo legal, salve no watch later e assista tudo em um momento dedicado pra isso.
22.7.26
Project Pan
...Ou uma lista dos produtos que vou usar na força do ódio.
Project Pan é um desafio em que você tenta usar todos os seus produtos de beleza e higiene até o final antes de comprar outro. Antes de conhecer esse projeto eu já tinha a maior satisfação de usar produtos até o fim, mas depois que vi meninas compartilhando suas experiências com o projeto eu me empolguei com o desafio. O lado negativo é óbvio: ter que usar coisas que lançam na sua cara como você gastou dinheiro à toa com coisas que não gosta. Faz pelo menos um ano que tô nesse desafio e até agora não teve um produto que me deixasse com vontade de comprar de novo. Pra ser sincera, tem um ou outro que percebi que gosto muito, mas isso fica pra outro posto. Hoje, vai a lista desses que se tornaram "persona non grata" na minha gaveta.5 - Loção hidratante e perfume de bolsa, da Mugler. É super cheiroso, meu único perfume chic. Mas é tão forte que eu nem tenho onde usar sem incomodar quem tá perto.
6 - Cremes de mão. Ok, eu deveria usar esses com frequência. Às vezes minha mão fica ferida de tão seca. Mas sempre que vejo esses creminhos, sou lembrada que tem mais uma coisa que eu deveria estar fazendo e não tô.
7 - Shampoo de caspa, da Nizoral. O legal desse produto é que ele funciona de verdade. A caspa foi embora antes que o shampoo acabasse.
8 - Bio-oil. Era pra eu ter passado religiosamente na minha barriga durante a gravidez, mas eu esqueci. Agora eu uso pra hidratar o corpo e fico pura a óleo de cozinha.
9 - Óleo de banho, da L'Occitane. Eu amo usar óleo de banho, acho a sensação e o cheiro a coisa mais luxuosa. Porém! Quem tem que limpar o banheiro que fica todo sujo de óleo sou eu. Acho que vou guardar esse óleo pra usar daqui a uns 30 anos quando eu puder pagar uma diarista.
10 - Nipple cream, da Lansinoh. Descobri que o segredo pra recuperação durante a amamentação é só um: o tempo.
11 - Removedor de maquiagem, da Neutrogena. Amigos, eu não uso maquiagem.
Além desses, tem perfumes, sabonetes a mil, sais de banho, hidratantes labiais... Um monte de coisa que eu só vou usar se eu me dedicar a isso especificamente. A gente compra esses produtos pela animação que a gente sente de passar o cartão, sair com uma sacolinha, pela esperança de uma pele e cabelos lindos. Mas depois venho com o próximo post com os favoritos.
p.s.: outro post em que reclamo da mesmíssima coisa: uma rotina mais simples.
Canarinho
21.7.26
Maninha
Até que minha tia um dia me falou como gostava desse CD, falou das suas músicas favoritas, ouviu comigo... "Terezinha" era a música favorita dela, e eu fiquei chocada de finalmente entender o significado daquela cantiga infantil. Eu fiquei encantada e fascinada pela Maria Bethânia desde então. E pelo Chico Buarque. Um dos meus passa tempos lá pelos quinze anos era ouvir esse cd. Que legal relembrar dele hoje.
Acho a seleção de músicas fantástica, realmente são as melhores músicas dela, só falta "Baby". A Bethânia tem uma palavra que a define: intensa. Intensa, intensa demais. São músicas pra ouvir de manhã, no sol, "descortinar a madrugada". Parece que tô falando maluquice, mas ouve o cd e você vai me entender. Espero lembrar de por pra tocar no próximo inverno e ter um dia de sol no meio da neve.
Mas a minha música favorita é mais suave, Maninha. A voz do Caetano, as notas que parecem estrelas brilhando, parece música infantil, tem uma magia sem igual. E uma letra que descreve o sentimento de saudade como nenhuma outra. Até que a Bethânia começa a cantar. A saudade mansa de torna um sentimento intenso que não cabe no peito. Ela me lembra muito uma professora que eu tive que faleceu há alguns anos, e essa música transmite exatamente essa saudade mágica e indignada que eu sinto. Que mundo lindo, que mundo terrível.
Queria ter esse vinil na minha estante, além de tê-lo no meu coração.
p.s: acho impressionante como o português soa limpo, rico e lindo na voz dela.
17.7.26
Valley of the dolls no meu armário
Se tem uma coisa que eu acho satisfatório é usar uma caneta até o final. E se tem uma coisa que me enche o saco é ter um monte de vitaminas no armário que parecem nunca ter fim. Toda vez que abro o armário minha caixinha de vitaminas me lembra da minha indisciplina pra tomá-las todos os dias.
Acho que único jeito satisfatório de tomar vitaminas é que nem a personagem da Joana Cusack em Toys.




