31.1.26

Meu terceiro Murakami

Essa semana eu terminei de ouvir ou áudiolivro do MurakamiWhat I Talk About When I Talk About Running (2007). Foi uma "leitura" cheia de altos e baixos, porque às vezes eu tinha aquele sentimento de surpresa alegre em ouvir os escritos de um autor que eu gosto tanto. E às vezes eu achava bem desinteressante toda a parte da corrida. Por isso eu escolhi ouvir ao invés de ler, porque eu não dou a mínima pra corrida, mas acho o Murakami sensacional. Então ao invés de ser uma leitura enfadonha, eu tinha a sensação de estar indo e voltando do trabalho conversando com um amigo que acho incrível. Mesmo sendo um livro sobre corrida, o Murakami tem uma percepção e sensibilidade pra vida que acho genial.

Me identifiquei muito quando ele disse que a corrida é um esporte que lhe cai bem porque qualquer tipo de competição o desinteressa totalmente. Tirando a parte da corrida, eu tenho a mesmíssima sensação. Talvez por ter crescido como filha única, como ele; não sei. Mas essa era uma característica minha que só agora, ouvindo o livro, pude perceber. E ele até fala isso no fim do livro, que não importa quantos anos passem, nós nunca vamos parar de descobrir coisas sobre nós mesmos.

Amei a parte em que ele conta como escreveu seu primeiro livro. Um belo dia, ele sentiu que tinha uma história pra contar, era uma vontade forte e intensa. Ele pegou papel e caneta, escreveu tudo, e enviou pra um concurso de novos autores. Ele não ficou com uma cópia, ele não se importava se a história se perderia pra sempre. Realizar esse intenso desejo de fazer a história existir era tudo o que ele queria. Uau! Assim são todas as coisas irracionais, criativas e belas, que saem do nosso coração. Curiosamente ele acabou fazendo um sucesso enorme e tornou a escrita sua profissão. E quando perguntam a ele qual a principal carcterística de um bom autor, ele sempre responde: Talento.

Concordo totalmente! Não importa quão bem instruída e educado seja uma pessoa, com pouco talento ela pode até chegar a escrever livros que vendam bem. Mas ninguém é capaz de formar uma Clarice Lispector, ou um Murakami. São raridades que não sabemos como se formam, nos tocam profundamente, e logo se vão.

Finalmente, já no epílogo ele fala algo super bonito sobre a razão de ter escrito essas memórias: através da escrita, ele gostaria de analisar que vida estava levando, descobrir seus padrões, se conhecer.

Não tem outro áudiolivro dele disponível no app da biblioteca, então vou sentir falta dele. Logo em seguida tentei ouvir One Thousand Gifts (2011), da Ann Voskamp. Mas deois de ter ouvido O Mundo de Sofia e Murakami, ouvir um livrinho sem graça desse é um suplício. O próximo será 12 Rules for Life (2018), de Jordan Peterson, que tem mais de 10 horas (!). 

28.1.26

A televisão me deixou burro

Eu ia escrever um post falando como algumas coisas da Inglaterra são geniais, mas aí lembrei que só acho isso porque tenho assistido BBC sem parar.

Eu já gostava da música, mas depois que comecei a assistir BBC comecei a amar a decoração, os filmes, as séries de comédia, os programas de viagem, e até a comida (quem diria... Mas Sticky Toffee Pudding é mais gostoso que brigadeiro, preciso admitir).

Talvez ter ouvido tantas horas de Chá com Rapadura, o podcast das cearenses que moram em Londres, me fez ver a Inglaterra com outros olhos e até sonhar (imagine!) em algum dia correr a maratona de Londres (impossível).

Eu virei a vó Marisa, que sempre tinha um fato interessante pra contar que começava com "eu vi hoje na BBC que..." Agora eu sempre tem algo britânico que eu quero incluir no meu dia-a-dia.

24.1.26

No radinho dessa semana

Essa semana durante o trabalho eu ouvi

  • João Gilberto
  • Vermelho (2011), de Marcelo Camelo 
  • Happy Talk, South Pacific
  • Vencedores por Cristo

19.1.26

Where'd You Go, Bernadette

É meio engraçado, mas assisti esse filme porque o Arthur viu um trecho e me disse: "tu vai amar esse filme, é sobre mulher doida, rica e que toma remédio". E ainda tem a Kate Blanchet, parece até uma outra versão de outro filme favorito: Blue Jasmine. Gostei demais, até gostaria de ler o livro e "entrar" nos pensamentos malucos da Bernadette. Mas não é um filme sobre loucura, é um filme criatividade. 

Um belo dia o Arthur chega pra mim dizendo que achou um filme que eu com Certeza ia gostar: era de uma mulher rica, maluca, com problemas na família e que toma remédio. Fiquei ofendida a princípio, mas quando vi que a protagonista era a Cate Blanchet eu gostei de imediato. E amei o filme, amei. Até gostaria de ler o livro e "entrar" nos pensamentos da personagem. 

O filme conta a história de uma arquiteta renomada que se depcionou com a profissáo depois de alguns problemas e vive em constante conflito não só com sua vida de esposa e mãe, mas com o mundo em geral. Até que ela acaba indo numa viagem pra Antártica sozinha (sem querer) e lá redescobre o prazer de criar, que sempre esteve dentro dela.

Esse filme me fez perceber como que pra algumas pessoas (eu incluso), criar é essencial.

Aos meus fones queridos

Eu já postei aqui sobre as maravilhas que ter um fone sem fio fez na minha vida de mamãe na madrugada. Agora que a Mimi já dorme melhor e eu voltei ao trabalho, meu fone de ouvido novo (lilás e bolota!) também tem me deixado super empolgada pra atividades sem graça como pegar o trem pro trabalho.

Pra começar, ouvi o audiolivro de O mundo de Sofia (1991), de Jostein Gaarder, que conheci graças a minha prima Victoria que leu quando adolescente. O narrador é sensacional, a voz e a leitura imponente dele cooperam pra atmosfera de sabedoria da história. A cada novo capítulo minha mente explodia (e expandia). Com certeza é um livro que quero muito ter na minha estante, marcar trechos favoritos e ter aquelas ideias sempre a mão.

Depois descobri que a biblioteca pública tem um aplicativo de audiolivros gratuitos e aproveitei pra ouvir aqueles que já estavam na minha lista, mas que eu não estava tão animada pra ler. Alguns até tenho na minha estante, mas não estava taaao animada pra ler. Acho que é um jeito legal de conhecer histórias e ideias. 

Comecei ouvindo Heidi (1880), de Johanna Spyri. É uma clássica história infantil bem fofa, bem no estilo Anne of Green Gables. A leitura era dramatizada então parecia que eu tava ouvindo novela de rádio. 

Depois ouvi The Freedom of Self Forgetfulness (2012), do Timothy Keller. É um livro curto que fala sobre auto-estima, aprofundando naquela ideia de que humildade não é pensar menos de si mesmo, mas pensar menos em si mesmo. Tem uma analogia muito interessante sobre estarmos sempre sobre constante julgamento das pessoas ao redor, até que o evangelho nos traz nova perspectiva. Gostei bastante! O Arthur ganhou do nosso pastor e estava esse tempo todo na estante, acho que valeu a pena ouvir o audiolivro. 

E hoje comecei a ouvir What I Talk About When I Talk About Running (2007), do Haruki Murakami. Obviamente eu jamais trocaria a leitura de um livro do Murakami por um audiolivro, mas como esse não é uma história e sim um conjunto de "memórias" sobre corrida achei que ouvir o livro me traria a mesma experiência. Sem dúvidas tô gostando muito e impressionada como o Murakami consegue pôr em palavras sentimentos e pensamentos que não consigo articular. E olha que eu nem corro!

13.1.26

Street style

Eu prefiro ir pro trabalho de carro, mas ir de trem não tem sido tão mal. Sendo alguém que passava horas na internet vendo fotos de Street style, andar de trem é como ver aquelas fotos ganhando vida. Amo observar o estilo das pessoas.

Os japoneses são sempre os mais bem vestidos, com um estilo clássico e super alinhado. As japonesas se vestem muito bem e com naturalidade, combinando: saia, meia-calça, loafer e casaco. Não me pergunte como, mas elas ficam lindas.

Os europeus e os árabes também são muito elegantes. Os homens sempre de sapato social, calça bem engomada, sobretudo e às vezes até uma mala. As mulheres também usam sobretudos e bolsas lindas, além dos lenços belíssimos que as árabes usam. Quando está muito frio eles usam luvas de couro e cachecol ao invés de luvas de lã com estampas coloridas.

Os africanos também se vestem como os europeus, mas com um estilo um pouco mais britânico, com suéteres e blusas de botão. Mas nem todos. Alguns vestem um estilo mais esportivo, mas mesmo assim parecem bem arrumados.

Todo o resto, assim como eu, sucumbe ao frio e veste como se estivesse se arrastado da cama e trago os lençóis junto.

12.1.26

Beauty drops

Algumas das coisinhas que trouxe pra minha gaveta no trabalho. Acho fofo esse tipo de foto, tipo um "what's in my bag", mas na verdade todos esses produtos só são úteis por causa de um clima seco e cruel. E uma fivelinha por causa do meu belo cabelo cacheado.