14.9.26

reblog: Como não enlouquecer?

Uma resposta que eu amaria ter sido capaz de dar a clássica pergunta, "como não enlouquecer com as crianças?". A sacada dessa mamãe de treze (!) filhos me surpreende. O bom de saber que a gente já é doida é não perder tempo culpando os outros pelas maluquices que a gente faz. 

"Uma pessoa louca não enlouquece, ela já é louca. Eu sou uma pessoa comum, mas eu sou doida. Eu nunca me achei normal, equilibrada... Essa pessoa padrão, de manual? Eu não sou. 

Já sendo louca eu não coloquei na conta das crianças os meus problemas. Eu nunca achei que meu problema era as crianças. Era sempre eu. Sim, sempre tinha uma criança no meio, uma gestação, um parto, um puerpério. Certo, é o percurso da vida. Mas naquela experiência tinha uma pessoa que já era problemática. Esse é o segredo, se conhecer e não guardar rancor das crianças. Não se deixe enganar achando que um dia foi muito difícil por causa das crianças.

Em qualquer realidade que eu estivesse eu iria dar problema ou ser o problema. Se eu fosse solteira, sem crianças, eu seria uma solteira problemática. Mesmo se eu fosse freira, seria problemática num convento. 

Também não estou dizendo que sou madura e evoluída por entender isso. Deus me iluminou nessa realidade. 

A maior lucidez que tive na vida foi, durante as situações atribuladas que vivi, olhei e enxerguei com a graça de Deus como ele me amou e me salvou naquela situação."

- Gisele Santos

Meal Plan

Pela primeira vez consegui fazer um cardápio que fosse útil de verdade. Ao invés de usar um app ou um planner bonitinho, usei um pedaço de papel e uma caneta pra definir as receitas que eu iria preparar durante a semana (será que o papel me ajudou a ser mais criativa?). Montei esse cardápio a partir do que eu já tinha em casa e comprei apenas os ingredientes que faltavam. Corri o risco de ninguém aqui em casa gostar dos pratos e eu ter que comer tudo sozinha. 

Que nada. Foi um sucesso. As receitas foram: 

Risoto de arroz integral com carne moída de peru. Todos gostaram! Fiquei surpresa que a carne não precisava de um super refogado, bastou um pouco de tempero seco, coentro e umas gotinhas de limão pra dar um gosto mais fresco e não parecer que a carne estava congelada há dois meses. E o arroz integral foi salvo graças ao queijo, muito queijo.

Macarrão bolonhesa de forno. Fiz com um molho que eu odiei por causa do tipo de carne que usei. Mas ficou uma delícia porque fiz um molho branco pra forrar a forma e cobrir o macarrão pra gratinar. Virou nosso novo prato favorito. É tipo comer lasanha em plena terça-feira. 

Farfalle com molho pesto, brócolis e linguiça. Vi essa receita na embalagem do macarrão. Ficou bom, mas totalmente esquecível. 

Omelete de queijo e espinafre. Na verdade, eu queria fazer uma malassada que nem minha vó Marisa fazia - cearenses devem saber o que é isso. Acabou virando um quiche, meio omelete, meio frittata. Tava bom, graças ao queijo de novo. Servi com arroz e feijão, não teve erro.

Cuscuz marroquino, numa versão cearense. Ao invés da tradicional caponata dos italianos, meu cuscuz teve linguiça, ovos, cebola, tomate, pimentão, cheiro-verde e queijo coalho. Tava bom demais, mas não era o cuscuz que a gente conhece. 

Do mesmo jeito que a Mimi sempre fica feliz quando consegue montar seus bloquinhos, eu fiquei feliz demais que meu planejamento deu certo. Ver todo mundo comendo empolgado… Oh céus, que satisfação inexplicável em pleno dia comum de semana! 

"don't yuk somebody's yum"

vi essa frase hoje no último episódio da Space Maker (The true weight of clutter). Cada vez mais me surpreendo como norte-americanos tem os melhores ditados. É meu favorito junto de "If you can't say something nice, don't say nothing at all", que ouvi da FlyLady. Consigo até ver uma mamãe norte-americana falando isso!

11.9.26

saudades...

de quando a internet era mais sobre pessoas compartilhando como elas viviam, do que pessoas arrogantes dizendo como você está fazendo tudo errado e o jeito delas é O certo. 

Argh que chatice!

The Hotel Inspector

Toda manhã, às 9, é o momento de eu sentar pra amamentar a Sarinha e assistir The Hotel Inspector (que passa 24h no Plex). Eu poderia estar lendo um livro, mas assistir uma especialista em hotéis viajar pela Inglaterra reestruturando hotéis à beira da falência é bem mais divertido. De início eu achei que era um programa de reforma, mas é muito mais que isso.

Um hotel nada mais é do que uma casa com muitos quartos. Uma casa que acolhe muitas pessoas estranhas. Uma casa que acolhe alegremente quem vem de longe e logo vai embora, oferecendo o melhor para que o visitante deseje voltar em breve. Começa com uma recepção calorosa e educada, passando por uma acomodação bonita e confortável, terminando em um café da manhã gostoso e revigorante. Exatamente como numa casa. 

Talvez a imagem de resorts e hotéis luxuosos me fizeram perder essa noção, de que as pessoas no hotel estão fazendo algo que eu tanto admiro: acolher. Nesse programa os hotéis escolhidos são bem pequenos, com poucos quartos e operados por poucos funcionários ou até por uma família. É claro que assim como os hotéis de luxo, os donos desses locais menores também querem ganhar dinheiro. Mas pra isso eles precisam voltar aos elementos mais básicos de receber bem. E é isso que a apresentadora ensina. Quanto eu aprendo!

Sempre gostei da ideia de que a nossa casa precisa ser um lugar em que as pessoas que vivem nela tenham o desejo de estar e voltar, algo que aprendi primeiro com a Pâmela Arumaa. Há alguns anos assisti uma “aula” em que ela ensinava como pequenos ajustes em casa traria para a casa aquela sensação agradável que temos quando vamos num AirBnb, de que tudo alí foi pensado para nos agradar e nos fazer sentir bem. A Hotel Inspector então ensina os donos dos hotéis a fazer um bom café da manhã (que seja simples e tipicamente britânico), a ter ambientes muito limpos e esteticamente agradáveis, a ter recepcionistas sorridentes e ágeis, a ter uma lógica de funcionamento prática que faça tudo funcionar dia e noite de forma eficiente. Acredite, numa casa a lógica é exatamente igual.

Eu amo quando minha casa está limpa, decorada com coisas que gosto, com as coisas nos lugares certo e sem bagunça acumulada. Gosto quando a comida é servida no horário certo e é feita com carinho. Sempre gosto quando chego em casa e sou recebida com alegria. Também gosto quando o “sistema” de organização que eu bolei e adaptei faz tudo isso acontecer de forma fluída. Quando vejo que a Hotel Inspector consegue transformar um hotel chinfrim em um lugar maravilhoso (que me dá até vontade de comprar uma passagem para Inglaterra), eu sinto que também consigo melhorar minha própria casa.

P.s.: e ela faz tudo isso com o cabelo e brincos mais estilosos de todos!

5.9.26

Mommy brain goes too far

Estávamos todos sentados a mesa, lotada com oito pessoas, intrigados com a louça inglesa super chique que a gente tem aqui em casa comprada no Marketplace. Vejo a Ju olhando o fundo de uma das xícaras pra garantir que era realmente da Inglaterra e eu, curiosa, virei a minha também pra ver o que tinha escrito. Só esqueci que ela estava cheia de café com leite.

alguém me socorra.

4.9.26

Olha se isso não é a nossa cara

O Arthur me fala agitado que uns amigos vinham merendar à tarde com a gente. Nos animamos, ele vai no mercado comprar pães e tudo mais, eu acordo a Mimi da soneca, arrumo a mesa, faço café, esquento o pão...
Pra ele se dar conta que o pessoal só vinha no sábado.
ha. ha. ha.

Comilões que somos, nos empolgamos porque teríamos um jantar suntuoso de pão, café, queijo e presunto. É comendo que a gente vê o lado bom das marmotas que acontecem com a gente.