22.7.26

Project Pan

 ...Ou uma lista dos produtos que vou usar na força do ódio. 

Project Pan é um desafio em que você tenta usar todos os seus produtos de beleza e higiene até o final antes de comprar outro. Antes de conhecer esse projeto eu já tinha a maior satisfação de usar produtos até o fim, mas depois que vi meninas compartilhando suas experiências com o projeto eu me empolguei com o desafio. O lado negativo é óbvio: ter que usar coisas que lançam na sua cara como você gastou dinheiro à toa com coisas que não gosta. Faz pelo menos um ano que tô nesse desafio e até agora não teve um produto que me deixasse com vontade de comprar de novo. Pra ser sincera, tem um ou outro que percebi que gosto muito, mas isso fica pra outro posto. Hoje, vai a lista desses que se tornaram "persona non grata" na minha gaveta.

1 - Baby cradle cap cream, da Mustela. Descobri que a massinha na cabeça dos recém-nascidos sai com óleo de bebê. Nem precisa de um produto só pra isso. 

2 - Witch Hazel Foam, da Frida Mom. Esse é um produto que ajuda na recuperação do pós-parto, mas que eu acho que não fez diferença nenhuma. 

3 - Gillette. Bastava eu ter uma que prestasse, ao invés de 20 que não servem. 

4 - Diaper Rash cream, da Baby Butz. Devo ter no mínimo cinco outras pomadas de bebê espelhadas pela casa. 

5 - Loção hidratante e perfume de bolsa, da Mugler. É super cheiroso, meu único perfume chic. Mas é tão forte que eu nem tenho onde usar sem incomodar quem tá perto. 

6 - Cremes de mão. Ok, eu deveria usar esses com frequência. Às vezes minha mão fica ferida de tão seca. Mas sempre que vejo esses creminhos, sou lembrada que tem mais uma coisa que eu deveria estar fazendo e não tô. 

7 - Shampoo de caspa, da Nizoral. O legal desse produto é que ele funciona de verdade. A caspa foi embora antes que o shampoo acabasse. 

8 - Bio-oil. Era pra eu ter passado religiosamente na minha barriga durante a gravidez, mas eu esqueci. Agora eu uso pra hidratar o corpo e fico pura a óleo de cozinha. 

9 - Óleo de banho, da L'Occitane. Eu amo usar óleo de banho, acho a sensação e o cheiro a coisa mais luxuosa. Porém! Quem tem que limpar o banheiro que fica todo sujo de óleo sou eu. Acho que vou guardar esse óleo pra usar daqui a uns 30 anos quando eu puder pagar uma diarista. 

10 - Nipple cream, da Lansinoh. Descobri que o segredo pra recuperação durante a amamentação é só um: o tempo.

11 - Removedor de maquiagem, da Neutrogena. Amigos, eu não uso maquiagem. 

Além desses, tem perfumes, sabonetes a mil, sais de banho, hidratantes labiais... Um monte de coisa que eu só vou usar se eu me dedicar a isso especificamente. A gente compra esses produtos pela animação que a gente sente de passar o cartão, sair com uma sacolinha, pela esperança de uma pele e cabelos lindos. Mas depois venho com o próximo post com os favoritos. 

p.s.: outro post em que reclamo da mesmíssima coisa: uma rotina mais simples

Canarinho

Alguém aqui de casa tem que ir de Brasil essa sexta pra creche. Eu nunca me interessei tanto por futebol...

21.7.26

Maninha

Tava vendo uma lista que fiz com meus álbuns favoritos da vida e o primeiro deles era a coletânea Millenium, da Maria Bethânia. Minha mãe tinha esse cd e por um tempo, sempre que eu botava pra tocar ficava meio incomodada com o trompete no início da primeira música.

Até que minha tia um dia me falou como gostava desse CD, falou das suas músicas favoritas, ouviu comigo... "Terezinha" era a música favorita dela, e eu fiquei chocada de finalmente entender o significado daquela cantiga infantil. Eu fiquei encantada e fascinada pela Maria Bethânia desde então. E pelo Chico Buarque. Um dos meus passa tempos lá pelos quinze anos era ouvir esse cd. Que legal relembrar dele hoje. 

Acho a seleção de músicas fantástica, realmente são as melhores músicas dela, só falta "Baby". A Bethânia tem uma palavra que a define: intensa. Intensa, intensa demais. São músicas pra ouvir de manhã, no sol, "descortinar a madrugada". Parece que tô falando maluquice, mas ouve o cd e você vai me entender. Espero lembrar de por pra tocar no próximo inverno e ter um dia de sol no meio da neve. 

Mas a minha música favorita é mais suave, Maninha. A voz do Caetano, as notas que parecem estrelas brilhando, parece música infantil, tem uma magia sem igual. E uma letra que descreve o sentimento de saudade como nenhuma outra. Até que a Bethânia começa a cantar. A saudade mansa de torna um sentimento intenso que não cabe no peito. Ela me lembra muito uma professora que eu tive que faleceu há alguns anos, e essa música transmite exatamente essa saudade mágica e indignada que eu sinto. Que mundo lindo, que mundo terrível. 

Queria ter esse vinil na minha estante, além de tê-lo no meu coração. 

p.s: acho impressionante como o português soa limpo, rico e lindo na voz dela.

17.7.26

Valley of the dolls no meu armário

Se tem uma coisa que eu acho satisfatório é usar uma caneta até o final. E se tem uma coisa que me enche o saco é ter um monte de vitaminas no armário que parecem nunca ter fim. Toda vez que abro o armário minha caixinha de vitaminas me lembra da minha indisciplina pra tomá-las todos os dias.

Acho que único jeito satisfatório de tomar vitaminas é que nem a personagem da Joana Cusack em Toys.

15.7.26

Banfa! (com sotaque italiano)

Antes de me mudar eu nunca tinha ouvido falar dessa cidade, Banff, que fica nas montanhas rochosas. Eu queria muito escrever um post a coisa mais linda sobre a manhã que passamos lá hoje, mas eu sei que no meu tempo livre eu vou preferir assistir Sex and the City no meu celular. Então vou resumir. 

A ideia de sair de casa às 6:00 e tomar café no carro foi ótima, porque a viagem de 1:30h passou rápido.

Banff às 8:00 da manhã de uma quarta em julho é tranquila, vazia e linda. Por um momento eu me senti feliz de estar ali, normalmente eu sinto vontade de fugir daquela rua lotada de turistas. E pela primeira vez eu vi as lojas de portas fechadas. Acredite, é algo a se admirar. As pesadas portas de madeira me lembram o Hobbit, a Inglaterra, sei lá. São lindas.

O Quary Lake estava bem bonito, mas cheio demais. O que não era tão mal, já que tinha várias crianças tomando banho e se divertindo, a coisa mais fofa. Tinha até uma família de coreanos tão perfeita que eu pensei que se alguém gravasse o jeito doce com que o pai falava com os filhos daria um dorama de sucesso. Ah! E estava quente, muito quente. Coitada da Sarinha, que chegou toda coberta. 

Almoçamos na nossa pizzaria favorita de Canmore, que segue sendo a número 1.

Na volta a gente estava feliz de olhar pro relógio e ver que ainda eram duas da tarde. Foi a primeira vez que a gente não voltou pra casa nove da noite e destruídos de cansaço. E foi a primeira vez que voltamos pela Old Banff Coach Road, que tem mansões inacreditáveis de lindas. 

p.s: Saindo de Banff, vi que tinha uma biblioteca pública na cidade e estou aqui sonhando quando minhas filhas forem um pouco maiores e eu puder levá-las lá num casual dia de inverno. Oh dreams! 

p.s.s: Achei esse post super fofo sobre a biblioteca de Banff. Esse blog tem o tipo de texto e foto que eu queria publicar no meu blog! Tenho uma queda por fotos com filtro vintage.

5.7.26

Varanda

Obcecada pela varanda da Raiza Costa. Parece quintal num apartamento no meio da cidade. 


Passarinhos Montessori

Fomos nessa pet shop enorme que tem aqui e eu fiquei sonhando em ter um quintal pra fazer um parque todo colorido pra passarinhos. 






É interessante imaginar que passarinhos se interessam pelas mesmas coisas que me chamaram atenção na loja...