Sábado vai ser meu dia oficial de assistir filme. A partir de hoje pro resto da vida. Mas é claro que na hora que eu ligo a tv não faço ideia do que assistir. Comecei vendo o filme mais antigo na minha lista do Justwatch: Sommersby (1993), com o Richard Gere. Começou promissor, o figurino e o cenário eram legais, mas não consegui me interessar pela história e desisti. A história foi avançando e eu não entendi o que aquele homem tinha de especial.
Sexta também é um dia oficial de assistir filme. A gente assistiu ontem Small Time Crooks (2000), do Woddy Allen, com o Hugh Grant belíssimo e interesseiro como sempre. Que filme engraçado! E olhe que dos filmes do Woody Allen esse é até menos legal, mas ainda assim a gente riu tanto! O highlight pra mim foi a cunhada burrinha do protagonista conversando abobrinha na festa, tendo que repetir literalmente a previsão do tempo pra não ter perigo de falar demais e entregar o cunhado pra polícia. Esse filme é tipo um Blue Jasmine ao contrário; uma mulher pobre enriquece do nada e quer fazer parte da socialite. Me fez perceber como é real aquele comentário da Tati Feltrin de que bolinha anda com bolinha e quadradinho anda com quadradinho.
Na segunda a gente não devia ver filme, mas vemos Crimes and Misdemeanors (1989), do Woody Allen também, porque vi recomendado num livro sobre Pós-Modernidade que comecei a ler. Que filmão! Virou um dos nossos favoritos. A gente ficou indignado com o a traição e o crime do protagonista. E morremos de rir na cena em que o personagem do Woody Allen bola de rir do documentário desmoralizante seu cunhado, é raro ver ele rindo. "If it bends, it's funny. If it breaks, it's not!". Muito bom! O livro que eu tava lendo sugeriu esse filme pelo questionamento sobre a existência de Deus e a relativização da verdade e da justiça. Realmente, nesse tópico é uma recomendação excelente. Aborda a canalhice humana de forma genial. Termino esse post com nosso trecho favorito que rendeu uma super conversa no dia seguinte:
"Suddenly, it's not an empty universe at all, but a just and moral one, and he's violated it."
Ah! E ainda tem a fala sensacional do filósofo, que nos deixou intrigados.
"You will notice that what we are aiming at when we fall in love is a very strange paradox. The paradox consists of the fact that, when we fall in love, we are seeking to re-find all or some of the people to whom we were attached as children. On the other hand, we ask our beloved to correct all of the wrongs that these early parents or siblings inflicted upon us. So that love contains in it the contradiction: The attempt to return to the past and the attempt to undo the past."
Sigo sonhando em ter uma estante cheia de DVDs do Woody Allen.