24.1.26

No radinho dessa semana

Essa semana durante o trabalho eu ouvi

  • João Gilberto
  • Vermelho (2011), de Marcelo Camelo 
  • Happy Talk, South Pacific
  • Vencedores por Cristo

19.1.26

Where'd You Go, Bernadette

É meio engraçado, mas assisti esse filme porque o Arthur viu um trecho e me disse: "tu vai amar esse filme, é sobre mulher doida, rica e que toma remédio". E ainda tem a Kate Blanchet, parece até uma outra versão de outro filme favorito: Blue Jasmine. Gostei demais, até gostaria de ler o livro e "entrar" nos pensamentos malucos da Bernadette. Mas não é um filme sobre loucura, é um filme criatividade. 

Um belo dia o Arthur chega pra mim dizendo que achou um filme que eu com Certeza ia gostar: era de uma mulher rica, maluca, com problemas na família e que toma remédio. Fiquei ofendida a princípio, mas quando vi que a protagonista era a Cate Blanchet eu gostei de imediato. E amei o filme, amei. Até gostaria de ler o livro e "entrar" nos pensamentos da personagem. 

O filme conta a história de uma arquiteta renomada que se depcionou com a profissáo depois de alguns problemas e vive em constante conflito não só com sua vida de esposa e mãe, mas com o mundo em geral. Até que ela acaba indo numa viagem pra Antártica sozinha (sem querer) e lá redescobre o prazer de criar, que sempre esteve dentro dela.

Esse filme me fez perceber como que pra algumas pessoas (eu incluso), criar é essencial.

Aos meus fones queridos

Eu já postei aqui sobre as maravilhas que ter um fone sem fio fez na minha vida de mamãe na madrugada. Agora que a Mimi já dorme melhor e eu voltei ao trabalho, meu fone de ouvido novo (lilás e bolota!) também tem me deixado super empolgada pra atividades sem graça como pegar o trem pro trabalho.

Pra começar, ouvi o audiolivro de O mundo de Sofia (1991), de Jostein Gaarder, que conheci graças a minha prima Victoria que leu quando adolescente. O narrador é sensacional, a voz e a leitura imponente dele cooperam pra atmosfera de sabedoria da história. A cada novo capítulo minha mente explodia (e expandia). Com certeza é um livro que quero muito ter na minha estante, marcar trechos favoritos e ter aquelas ideias sempre a mão.

Depois descobri que a biblioteca pública tem um aplicativo de audiolivros gratuitos e aproveitei pra ouvir aqueles que já estavam na minha lista, mas que eu não estava tão animada pra ler. Alguns até tenho na minha estante, mas não estava taaao animada pra ler. Acho que é um jeito legal de conhecer histórias e ideias. 

Comecei ouvindo Heidi (1880), de Johanna Spyri. É uma clássica história infantil bem fofa, bem no estilo Anne of Green Gables. A leitura era dramatizada então parecia que eu tava ouvindo novela de rádio. 

Depois ouvi The Freedom of Self Forgetfulness (2012), do Timothy Keller. É um livro curto que fala sobre auto-estima, aprofundando naquela ideia de que humildade não é pensar menos de si mesmo, mas pensar menos em si mesmo. Tem uma analogia muito interessante sobre estarmos sempre sobre constante julgamento das pessoas ao redor, até que o evangelho nos traz nova perspectiva. Gostei bastante! O Arthur ganhou do nosso pastor e estava esse tempo todo na estante, acho que valeu a pena ouvir o audiolivro. 

E hoje comecei a ouvir What I Talk About When I Talk About Running (2007), do Haruki Murakami. Obviamente eu jamais trocaria a leitura de um livro do Murakami por um audiolivro, mas como esse não é uma história e sim um conjunto de "memórias" sobre corrida achei que ouvir o livro me traria a mesma experiência. Sem dúvidas tô gostando muito e impressionada como o Murakami consegue pôr em palavras sentimentos e pensamentos que não consigo articular. E olha que eu nem corro!

13.1.26

Street style

Eu prefiro ir pro trabalho de carro, mas ir de trem não tem sido tão mal. Sendo alguém que passava horas na internet vendo fotos de Street style, andar de trem é como ver aquelas fotos ganhando vida. Amo observar o estilo das pessoas.

Os japoneses são sempre os mais bem vestidos, com um estilo clássico e super alinhado. As japonesas se vestem muito bem e com naturalidade, combinando: saia, meia-calça, loafer e casaco. Não me pergunte como, mas elas ficam lindas.

Os europeus e os árabes também são muito elegantes. Os homens sempre de sapato social, calça bem engomada, sobretudo e às vezes até uma mala. As mulheres também usam sobretudos e bolsas lindas, além dos lenços belíssimos que as árabes usam. Quando está muito frio eles usam luvas de couro e cachecol ao invés de luvas de lã com estampas coloridas.

Os africanos também se vestem como os europeus, mas com um estilo um pouco mais britânico, com suéteres e blusas de botão. Mas nem todos. Alguns vestem um estilo mais esportivo, mas mesmo assim parecem bem arrumados.

Todo o resto, assim como eu, sucumbe ao frio e veste como se estivesse se arrastado da cama e trago os lençóis junto.

12.1.26

Beauty drops

Algumas das coisinhas que trouxe pra minha gaveta no trabalho. Acho fofo esse tipo de foto, tipo um "what's in my bag", mas na verdade todos esses produtos só são úteis por causa de um clima seco e cruel. E uma fivelinha por causa do meu belo cabelo cacheado.


10.1.26

um filme bom depois do outro

Mal chegamos a metade de Janeiro e eu já assisti uma quantidade razoável de filmes ótimos.

Primeiro foi Everyone says I love you (1996), do Woody Allen. Tem também a Drew Barrymore e a Natalie Portman bem novinhas, e a Julia Roberts sendo a musa dos anos 90. Não é todo filme do Woody Allen que eu gosto, mas quando gosto vira um favorito. Esse filme é na verdade um musical, e eu nem gosto de musicais. Mas a história é tão engraçada que eu nem me incomodava quando os personagens começavam a cantar e dançar do nada. Gostei demais das músicas, dos cenários lindos em Nova York e na Itália, das ironias e reviravoltas na história dos personagens, das críticas sociais, do humor ácido e do jeito reclamão do Woody Allen.

Depois assisti com o Arthur To Rome with love (2012), também do Woody Allen. Dessa vez com outros atores famosos, mas o que mais gostei de ver foi o Roberto Benigni. Sim, o ator que consegue fazer a gente rir até num filme de guerra. Imagino que o filme seja realmente uma forma do Woody Allen demonstrar o amor dele pela Itália, porque ele usa sua mágica pra mostrar uma cidade apaixonante. Também amei as músicas e os cenários, mas o que mais gostei foram das histórias como sempre irônicas e muito engraçadas. Nossa, a gente riu bastante. Mais um favorito pra lista.

Assisti Brooklyn (2015) e fiquei extremamente emocionada. O filme conta a história de uma moça irlandesa que imigra pra Nova York em busca de um trabalho melhor, mas as reviravoltas da vida faz ela questionar onde ela deveria morar. Uma expatriada como eu, me emocionei em vários momentos, porque a tristeza e os questionamentos dela são bem conhecidos por mim. *spoiler* Confesso que, no lugar dela, eu teria voltado pra minha cidade natal.

Por fim, assisti Don't worry, he won't get far on foot (2018), com o Joaquin Phoenix, a Rooney Mara e o Jonah Hill. Chegou na metade da história e eu estava perdendo as esperanças, parecia que o protagonista era apenas um homem bêbado e revoltado com a vida, mas o final me surpreendeu. O filme me fez refletir bastante sobre nossa dificuldade em perdoar as pessoas e a nós mesmos. Também fiquei muito emocionada ouvindo o personagem falar sobre sua mãe biológica e a falta que ele sentia dela.

Filmes com dramas familiares ainda são meus favoritos.

1.1.26

O primeiro do ano

Uma das minhas metas é assistir aos filmes na minha watchlist e o primeiro escolhido foi Music of the Heart (1999), com a Meryl Streep. O filme é sobre uma violinista que tem o dom de ensinar, e depois de reviravoltas na vida ela acaba dando aula pra crianças numa escola do Harlem em NY. Apesar de todas as dificuldades, ela permaneceu firme no seu propósito de que qualquer pessoa era capaz de aprender a tocar violino e por mais de 10 anos acabou mudando a vida de muitas crianças daquela escola. 

O que mais gostei foi ver a Meryl Streep, mesmo assanhada ela consegue ser deslumbrante. Mas em geral, o filme não tem muita emoção e chega a ser sem graça. Talvez por ser a vida real? Chegou na metade do filme e eu não conseguia entender o que essa professora tinha de tão especial que merecia um filme sobre sua vida. Talvez por que todos os outros filmes desse diretor são filmes de terror e ele não soube contar bem a história? Talvez. Enfim, é uma história super bonita, mas não recomendo.