Eu já postei aqui sobre as maravilhas que ter um fone sem fio fez na minha vida de mamãe na madrugada. Agora que a Mimi já dorme melhor e eu voltei ao trabalho, meu fone de ouvido novo (lilás e bolota!) também tem me deixado super empolgada pra atividades sem graça como pegar o trem pro trabalho.
Pra começar, ouvi o audiolivro de O mundo de Sofia (1991), de Jostein Gaarder, que conheci graças a minha prima Victoria que leu quando adolescente. O narrador é sensacional, a voz e a leitura imponente dele cooperam pra atmosfera de sabedoria da história. A cada novo capítulo minha mente explodia (e expandia). Com certeza é um livro que quero muito ter na minha estante, marcar trechos favoritos e ter aquelas ideias sempre a mão.
Depois descobri que a biblioteca pública tem um aplicativo de audiolivros gratuitos e aproveitei pra ouvir aqueles que já estavam na minha lista, mas que eu não estava tão animada pra ler. Alguns até tenho na minha estante, mas não estava taaao animada pra ler. Acho que é um jeito legal de conhecer histórias e ideias.
Comecei ouvindo Heidi (1880), de Johanna Spyri. É uma clássica história infantil bem fofa, bem no estilo Anne of Green Gables. A leitura era dramatizada então parecia que eu tava ouvindo novela de rádio.
Depois ouvi The Freedom of Self Forgetfulness (2012), do Timothy Keller. É um livro curto que fala sobre auto-estima, aprofundando naquela ideia de que humildade não é pensar menos de si mesmo, mas pensar menos em si mesmo. Tem uma analogia muito interessante sobre estarmos sempre sobre constante julgamento das pessoas ao redor, até que o evangelho nos traz nova perspectiva. Gostei bastante! O Arthur ganhou do nosso pastor e estava esse tempo todo na estante, acho que valeu a pena ouvir o audiolivro.
E hoje comecei a ouvir What I Talk About When I Talk About Running (2007), do Haruki Murakami. Obviamente eu jamais trocaria a leitura de um livro do Murakami por um audiolivro, mas como esse não é uma história e sim um conjunto de "memórias" sobre corrida achei que ouvir o livro me traria a mesma experiência. Sem dúvidas tô gostando muito e impressionada como o Murakami consegue pôr em palavras sentimentos e pensamentos que não consigo articular. E olha que eu nem corro!

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