13.5.26

The Only Living Boy in NY

Esse filme conta a história do Thomas, um rapaz novaiorquino de vinte e poucos anos que primeiro descobre que sua namorada não gosta dele tanto assim, vai se mudar, e deixá-lo sem rumo. Depois, ele descobre que o pai dele está tendo um caso com uma mulher belíssima; pensando em como sua mãe ficaria devastada, ele tenta separar os dois, mas acaba ficando com a amante do pai. Por fim, ele descobre que na verdade o marido da mãe não é seu pai biológico; seu pai, na verdade, é um escritor mais velho e cheio de sabedorias que ele conheceu por acaso. 

Até a parte que ele descobre a verdade sobre seu pai, eu achei o filme legalzinho. Esse é o mesmo diretor de 500 dias com ela e o filme é cheio de músicas legais e cenas lindas em Nova York. É legal de assistir. Mas depois que ele descobre que seu novo amigo - que mais parecia um rico fracassado e sem rumo - é seu pai, a história ficou lindíssima. Eu amo dramas familiares.

O pai adotivo fica em frangalhos, com raiva e … sei lá, chocado… quando descobre que o filho dormiu com sua amante, a mulher que ele amava. Naquele momento, parecia que ele ia bater no filho ou fazer uma loucura, mas ele segura ele pelo rosto, engole sua raiva e parece deixar o amor que ele sente pelo filho lhe conter. É uma cena caótica, mas é super bonita. No fim, o filho reconhece e demonstra seu amor pelo seu pai adotivo se tratando a ele como o “pai que não foi embora”. QUE. LINDO!

O pai biológico se revela, conta toda história (maluca) de como fez uma “doação” de esperma de um jeito meio inusitado e esquisito - bem no estilo novaiorquino. E conta como passou a vida inteira observando o filho de longe, vendo-o crescer. O filho sorri, identifica algumas características suas que certamente vieram do pai (um escritor talentoso), e o abraça; daí o pai cai em lágrimas. E eu quase chorei também, imaginando que naquelas lágrimas havia saudade e ressentimento por nunca ter podido ver o filho crescer de perto, por nunca ter cuidado dele, por nunca ter estado perto em momentos difíceis e felizes… Por ter perdido aqueles anos preciosos da vida do filho. QUE. LINDO!

A mãe, interpretada pela Cynthia Nixon, aparece pouco, mas tem muitas camadas. Ela teve uma infância difícil e tenta o máximo possível proteger a família estruturada que tem, mesmo que isso signifique viver com esse segredo e longe do homem que ela ama de verdade. Também achei interessante que o filho não apenas respeita a mãe, como a protege e admira. Isso é raro de se ver em filmes norte-americanos, em que os pais são vistos como palhaços bobos, isso quando aparecem.

A trilha sonora é bem legal, acho que é um dos fortes desse diretor. Tem bastante jazz, bem no estilo de Nova York - o que me deixou intrigada… Esse filme poderia muito bem ter sido feito pelo Woody Allen.

  • La Paloma Azul · Dave Brubeck
  • Blues Run the Game · Simon & Garfunkel
  • Peace Piece · Bill Evans Trio
  • Maiden Voyage · Herbie Hancock
  • Oysters · Benji Hughes
  • The Only Living Boy in New York · Simon & Garfunkel

Assisti no Prime com a tia Rute (mas ela não assistiu de verdade porque tava em inglês). Encontrei primeiro nas recomendações do Prime, mas só decidi assistir quando vi quem era o diretor. Não é um super favorito, mas eu gostaria de ter na minha estante de dramas familiares. 

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